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Projeto Investindo em Sonhos acolhe mulheres vítimas de violência em São Vicente

Parceria entre o Judiciário e rede de atendimento. Em São Vicente, no litoral paulista, o Projeto Investindo em Sonhos nasce de uma escuta atenta. Entre círculos restaurativos e gestos de cuidado, mulheres em situação de violência de gênero encontram algo fundamental para seguir em frente: acolhimento sem julgamento. A iniciativa é fruto de parceria entre o Juizado Especial Criminal, o Núcleo de Justiça Restaurativa, o Instituto Anástasis e o Centro de Referência Especializado de Assistência Social (Creas). Mais do que uma rede institucional, o projeto se organiza como uma rede de sustentação emocional e social. Ao longo do ano, as participantes se reúnem mensalmente para os círculos restaurativos. Ali, a palavra circula junto com práticas artísticas e atividades de cuidado coletivo — ferramentas que ajudam a reconstruir vínculos e a reorganizar sentimentos que, muitas vezes, permaneciam sem nome. Fora desses encontros, o suporte continua: distribuição de cestas básicas, produtos de higiene e sessões semanais de psicoterapia, conforme a necessidade de cada participante, compõem uma estrutura que busca atender tanto urgências materiais quanto feridas invisíveis. A juíza da Vara do Juizado Especial Cível e Criminal e coordenadora do projeto, Fernanda Souza Pereira de Lima Carvalho, conta que a ação surgiu a partir da escuta das necessidades de mulheres em situação de vulnerabilidade, muitas delas impactadas por violências de gênero e estruturais. “A maioria das participantes é de mães de crianças pequenas que, diante de quadros de depressão, enfrentam dificuldades no exercício do cuidado. Essas situações de negligência podem levar ao acolhimento institucional das crianças, o que agrava o estado psíquico e emocional das mulheres e, em alguns casos, resulta na dependência prolongada da rede de atendimento ou na colocação dos filhos em famílias acolhedoras”, afirma a magistrada. Durante os encontros, os filhos das participantes também contam com espaço de acolhimento, possibilitando que mães e crianças permaneçam no ambiente de forma integrada. Cláudia* descreve o projeto como um espaço de respiro. “Para mim, o grupo de mulheres é muito importante porque, quando estamos em um estado de vulnerabilidade, não queremos ser julgadas, mas acolhidas”, disse. Já Elisa* fala de um processo transformador. “Quando entramos, nosso psicológico está destruído; é uma construção tijolinho por tijolinho. Onde antes não víamos esperança, passamos a ter. Resgatamos nossa autoestima e conseguimos encontrar uma luz no fim do túnel, com a ajuda de excelentes profissionais. Aprendemos a nos amar, a nos priorizar e a fazer escolhas racionais. Esse suporte é muito importante.” E completa: “Nós, que sofremos abusos psicológicos e físicos, precisamos de um atendimento adequado. Eu não sabia que a medida protetiva poderia me beneficiar”. Parte das ações é viabilizada por recursos oriundos de prestações pecuniárias e doações. Mas o alcance do projeto vai além do cuidado com as vítimas. Ele também alcança homens autores de violência, convidados a integrar grupos reflexivos que confrontam padrões machistas e promovem a transformação de comportamentos enraizados na agressividade. Ao atuar na reconstrução de vínculos e no fortalecimento das mulheres, o Investindo em Sonhos propõe uma mudança que é ao mesmo tempo íntima e estrutural. Oferece a base para que as mulheres possam retomar seus projetos e de vida e exercer a maternidade de forma mais segura. Interessados no projeto podem encaminhar e-mail para *Os nomes foram trocados para preservar a identidade das participantes Siga o TJSP nas redes sociais: www.facebook.com/tjspoficial www.x.com/tjspoficial www.youtube.com/tjspoficial www.flickr.com/tjsp_oficial www.instagram.com/tjspoficial www.linkedin.com/company/tjesp
15/04/2026 (00:00)
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